A
noite é viva desde o ocaso
e meu ouvido espreita.
Com medo penso: são passos.
Mas é a noite,
gemendo, falando, cantando.
Ela tem os seus barulhos,
muxoxos como velha na cadeira,
que range e ri.
Sozinha rege os grilos.
Arregala os olhos até amanhecer
pois assiste as tragédias:
um velho apanhou até morrer,
uma criança foi vendida,
mas a testemunha escura
não pode testemunhar,
nela não há luz!
O gato grita seus espinhos na garganta,
o cachorro, suas mazelas,
a noite responde,
só ela conhece tudo, pois vê.
Eu, só imagino, e desconheço.
Com os olhos acordados,
em pé feito galho seco
tento decifrar.
Foi passo,
foi gato,
foi vento?
Às vezes sim,
ou foi só a noite se mexendo na cama.
e meu ouvido espreita.
Com medo penso: são passos.
Mas é a noite,
gemendo, falando, cantando.
Ela tem os seus barulhos,
muxoxos como velha na cadeira,
que range e ri.
Sozinha rege os grilos.
Arregala os olhos até amanhecer
pois assiste as tragédias:
um velho apanhou até morrer,
uma criança foi vendida,
mas a testemunha escura
não pode testemunhar,
nela não há luz!
O gato grita seus espinhos na garganta,
o cachorro, suas mazelas,
a noite responde,
só ela conhece tudo, pois vê.
Eu, só imagino, e desconheço.
Com os olhos acordados,
em pé feito galho seco
tento decifrar.
Foi passo,
foi gato,
foi vento?
Às vezes sim,
ou foi só a noite se mexendo na cama.




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