Home Data de criação : 07/02/07 Última atualização : 08/12/14 14:37 / 451 Artigos publicados
 

A dois passos do paraíso - Fernando A. Troncoso Rocha  escrito em domingo 17 agosto 2008 12:21

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A dois passos do paraíso

O seqüestro de minh’alma
Por teu sorriso de anjo
Marca minha reza
Onde os sinos dobram
Entre os ventrículos esquerdo e direito
Que se tingem de verde
Sorrindo ao teu beijo de aranha...

Pelo profano de nossos ancestrais
Condenaram-nos aos lobos
Na perigosa dúvida
De eterna maldição
Coroada pelos espinhos
De fé humana
Vulnerável às tempestades

Não sou metade, “eu” sou inteiro
Entregue a este arreio
De tão bela arquitetura
Descrito em foto novelas
Onde a mocinha morre
Trajada de pura virgem
Onde o delírio há de nos matar...

Encantado por esta sereia
De fortaleza frágil
Onde o sistema não é absoluto
Surge paz entorpecente
Confortável aos amantes e palhaços
Que galopa meu coração
Onde o diabo anda solto
Dando voltas em meu berço.


Fernando A. Troncoso Rocha

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Tela:II Viale del Gardino - Claude Monet

 

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SAUDADE - Marçal Filho  escrito em sábado 16 agosto 2008 03:51

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De tudo tenho saudade
do ontem que longe ficou
das brincadeiras
bolinhas de gude
e do futebol...

a escola que o tempo imprimiu
dos amigos que nunca mais vi
e essa dor que não sei o que é
tão confusa pra se definir...

de todos tenho saudade
até da galinha pedrez
e da farra que a gente fazia
e daquilo que a gente nem fez...

A saudade é incógnita constante
eu não sei realmente a razão
só queria poder entender
o que fazer quando garra doer
se pergunto não tenho resposta
fica mudo até meu coração...

A saudade é dorzinha sem graça
e não passa se não quer passar
pra esse mal nunca achei o remédio
desisti não vou mais procurar...


Marçal Filho

Tela: Eugene Manet and His Daughter at Bougival - Rembrandt

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TARDES DE AGOSTO - Pedro F. Costa  escrito em sexta 15 agosto 2008 04:25

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Talvez fosse tudo sonhos
Acordo e não ouço você
Ruidos, acordes tristonhos
De tudo que restou, e por que?
E no meio de tantos enfadonhos
Sinto... que vivo, nem sei... pra quê

Tudo me lembra teu rosto
Rubro...não consigo esquecer
Isso me causa desgosto
Sem ti, não consigo viver
Tristes tardes de agosto
Eu luto, não quero morrer
Sou seu....aconteça... o que acontecer

Pedro F. Costa

Tela: A Dreamer - Caspar David Friedrich

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PODE APAGAR A LUZ... - Mírian Warttusch  escrito em quinta 14 agosto 2008 03:43

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Eu sou menina, não quero não crescer,
Me embala nos teus braços para eu adormecer.
Quero sentir a tua força e proteção,
Dormir sentindo bater teu coração.

Como a ninar, sussurra meu nome com carinho,
Beija e afaga com ternura o meu rostinho.
Aconchega em mim o cobertor,
E faça tudo isto com o maior amor.

Num mundo de sonhos me deixa flutuar,
Fica quietinho, assim, pra eu não acordar.
Finja que dormes tu também,

Mas vela o meu sono de neném.
É doce este momento de paz que me seduz…
Deixa eu dormir tranqüila… pode apagar a luz!


Mírian Warttusch

Tela: Drawing of a Woman - Sandro Botticelli

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Era vírus! - Santaroza  escrito em terça 12 agosto 2008 12:06

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Detesto as inventivas mentirosas,
Detesto as amizades pegajosas,
Não faço parte desse sub-mundo,
Detestaria ser mais um imundo.

Minha função aqui é apenas poetar,
Mesmo assim, tem que queira me ferrar,
Como na vida real é também o virtual,
Sempre escapa algum animal.

Verdade é que a selva se mistura,
A nossa gente já não é mais pura,
Gosta de viver no calvário,
Por isso prefere os salafrários.

Não entendo como podem se ofender,
Com as poesias que tento escrever,
Não as escrevo por “cantadas”,
Nem tão pouco para “piadas.”

Escrevo-as de meus suspiros,
E só por isso me mandam vírus?
Tenho pena desses boçais,
Serão cobertos de sais!


Santaroza

Tela: Dancing Angels - Alfred Gockel

 

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