Home Data de criação : 07/02/07 Última atualização : 08/12/14 14:37 / 451 Artigos publicados
 

Vagando no Tempo - Sergio Bittencourt  escrito em domingo 05 outubro 2008 13:32

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Às vezes a vida nos prega peças
que cravadas nas tábuas do nosso coração
nos fere e, inclusive, impede uma boa caminhada
Às vezes me pego pensando no ontem
e descubro em mim um estranho pensante
tentando agarrar o nada em tudo
Às vezes me sucumbo em calmarias
que nem a praia que amo se iguala
fico absorto feito cabrito no pico do morro
Quantas vezes quis sair de mim
e sorrir de mim mesmo, pelas peripécias dos atos
Quantas vezes andei chorando e só
à procura do meu verdadeiro eu
e só encontrei o ego de um poeta triste
Muitas vezes busquei no acaso o caso de amor
como quem caça um tatu escondido na toca
Outras vezes, tantas vezes, me achei perdido
feito um cachorro louco, numa estrada
em curvas
Agora, vislumbro aqui dentro outro alguém
Pronto pra recomeçar e soltar fogos
e, que artifício me faria deixar de olhar o ontem
fitando no hoje o tudo donde vêm respostas?

Sergio Bittencourt

 

Tela: Fun in the Sun VII - Alfred Gockel

 

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HERESIA - Tânia Regina Voigt  escrito em sábado 23 agosto 2008 05:35

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Se te senti nas horas de alegria
que juntos desfrutamos passo a passo.
Ou nas horas de pura poesia,
nos momentos de amor e de cansaço.

Se vi meu coração quedar-se lasso,
sofrendo, pois mordido, em agonia,
nem assim, aceitei como um fracasso.
E chorando e gemendo ainda eu ria.

Mas, se hoje amor meu, tem esse embaraço
de usar o verbo que eu não queria
faço mais um esforço nesse espaço...

Buscando forças nessa rebeldia,
quem sabe se te alegro e satisfaço,
dando-te adeus sorrindo! Em heresia...


Tânia Regina Voigt

Publicado no Recanto das Letras em 20/08/2008
Código do texto: T1137679

Tela: Donna con Ventaglio - Gustav Klimt

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AMO-TE ATÉ O MEU FIM - José Luiz Dias  escrito em sexta 22 agosto 2008 04:17

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Toca-me no interior do peito a dor
Dor desta paixão que em saudade mata
Mata deixando entristecer o amor
O amor que em lágrima, a chorar, desata.

Onde estais que, ao ouvir a sua voz, maltrata
Não deixe assim sofrer um poeta em teor
Que vem tentar, com seu amor, junto apor
Desiludido vive a vida ingrata.

Vou buscar você meu ‘copo-de-leite’
Vou envidar p’ra que o meu amor ainda aceite
E não me deixe mais sofrer assim.

Livrar-me deste fojo, ora, indevido
Pois assim não quero mais ter vivido
E feliz, hei de amar-te até o meu fim...
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José Luiz Dias

Tela: Shades of Love Lavender - Alfred Gockel

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Família Universal - Neneca Barbosa  escrito em quarta 20 agosto 2008 04:18

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O ser humano busca
Os mistérios desvendar
Aos olhos tudo ofusca
Se o amor não encontrar.

Precisamos acreditar
Na Família Universal
A nossa energia doar
Pois tudo é providencial.

A terra é nossa escola
Pelo o bem lutaremos
A guerra que nos assola
Um dia nos libertaremos.

A benção do Pai da Vida
Será sempre derramada
A nossa alma abastecida
Por Ele muito amada.

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Neneca Barbosa

Tela: Sagrada Família - Portinari 

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Dias diferentes... - Paulino Vergetti Neto  escrito em terça 19 agosto 2008 03:38

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Outros dias me virão
e neles eu hei de amar
tudo e tanto!

Minha vida é repositório de versos
e a poesia é o meu ar
e tudo que eu amar
ser-me-á em mim eterno.

Noutros dias eu estarei
aqui ou acolá...
quando a estrada da morte me levar
e não mais entre os amigos possa fazer versos.

Há dias entre tantos
onde me fogem esses espantos
e apenas da vida lembro-me.

Hei de amar o mundo até morrer
e os versos que eu deixar
também hão de amar
o que em vida amei tanto...


Paulino Vergetti Neto
Publicado no Recanto das Letras em 18/08/2008
Código do Texto: 1133453

Tela: Houses at Auvers - Vincent Van Gogh

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